Pra onde vão os nossos desejos mais profundos?!… | 02_05_17
Desejos/Projeções…
Levei algum tempo de mergulho profundo em minhas questões, para só então perceber que eu estava vendo meras projeções da minha mente. E como somos suscetíveis a isso! Ainda bem que me dei conta do que realmente está por vir, o porque dos acontecimentos e principalmente: – o que foi jamais retorna, senão em nossas “projeções egoicas” e é somente por esse canal do – orgulho – sem que possamos mensurar que não é e nunca foi o mínimo reflexo da nossa realidade.
Hoje, resolvi ouvir minha voz interna que não me engada se eu de fato quiser ouvi-la. E ela é minha maior Amiga, minha intuição que não se cansa de me abordar e sinalizar coisas que quando não sigo, e na imensa maioria das vezes me arrebento. Fiquei bem mal esses dias que passaram, essa última semana pra mim foi como um acordar de um “sono profundo”, sono esse que não me permitia ver a realidade dos fatos e que por estar em uma zona de puro conforto, eu acabei por sucumbir, anos e anos nessa crença sobre as relações humanas e sobre as verdadeiras intenções, por de trás de cada relação que resolvemos estabelecer com o nosso semelhante.

Aos poucos, muito lentamente eu venho percebendo o quanto fui carrasco de mim mesmo! O quanto não quis e não me permiti perceber, por mero embotamento que: as pessoas assim como as relações, estão diretamente ligadas aos mais sórdidos e mesquinhos interesses. Não que isso seja um mal sinal, nem muito menos negativo. Isso é no mais relevante de cada um, a única forma como aprendemos a nos relacionar com o mundo, com o entorno e por projeção, como o semelhante.
Sei somente hoje que é muito duro lidar com a frase acima: “nunca reclame do que você permite.” E eu permiti. Me permiti na busca de nossos desejos mais profundos, mergulhar nesse sentir sem eco. Nesse se perceber sem espelhos. Nesse estar só, mas sem se sentir em estado de solidão. E como é importante esse tempo que por vezes a vida nos impõe, se por uma maneira ou por outra, para que possamos ter contato com nossas angústias, com nossos medos e inseguranças, com nossa punção de vida e antagonicamente com a nossa punção de morte.
Hoje é com muito esforço e dor emocional que me vejo e me percebo como um ser atado e imobilizado diante das circunstâncias; sem saber se há algo a ser feito, ou se na verdade é necessário que nada seja feito, por não haver tal necessidade, diante do aprendizado que se impõe pela via da “aparente imobilidade”, mas que não é nem de longe e muito menos de perto essa a verdadeira realidade. Meu sentimento mais profundo hoje é de que algo irá acontecer. Algo que não faço a menor ideia de como irá se suceder, mas irá! Algo que por si só já está em processo e andamento de conclusão nesses tantos anos de tentativa acerto e erro que resolvi empreender em minha arrogância e intolerância diante do que tem que ser experienciado e não alterado.
Por vezes, em minha cegueira emocional, acreditei estar indo por uma porta aberta e ou entreaberta para uma mudança de fato em minhas necessidades e desejos, com o anseio dos famintos, com a vontade dos Deuses e também dos Semideuses, mas tudo não passou de aprendizado em cima de aprendizado.
Só hoje, no >Aqui Agora!< entendo que nunca estive parado, inerte, imóvel, aguardando o que a vida se propusesse a me ofertar. Muito pelo contrário, eu travava, travei e sempre travarei a “Mãe de todas as batalhas” e o “Pai de todas as lutas!”
E daí que saem todas as minhas realizações nessa senda de aprendizado e expansão da consciência do Ser em constante e permanente aprendizado.
Meus desejos mais profundos?! Eu conscientemente os permito que se aflorem e se sobreponham ao meu ego, erguendo-me à compreensão de que a felicidade é o que de maior retorno podemos sentir de dentro pra fora na nossa caminhada incessante pela vida e que o maior parceiro de mim mesmo é a leveza e o sorriso diante da insustentável e enigmática beleza do Ser, Estar e se fazer presente em cada pequeno, indelével e magnânimo gesto.
Eu me permito ser feliz e estar e compartilhar esse estado de cíclico e impermanente de felicidade, na certeza de que a superação interna é um portal entre dois mundos que se complementam.
O Eu Sou e o Eu Faço!
Namastê,
hds