Egos… | 28_05_12
Identidades
Interessante… Hoje pude vivenciar de forma e formato bastante – esclarecedor – o quê é experimentar a vivencia das “identidades”.
Antes de sermos eretos e de experimentarmos às nossas atitudes como sendo meros impulsos elétricos (sinapses), decorrentes do “espaço que necessitamos e necessitávamos” para promover a nossa – sensação – de “segurança” contra outras espécies, bandos e/ou atividades biológicas “desconhecidas”, experienciamos de maneira literalmente real – o ambiente – inóspito, como sendo a única realidade.
O que não conheço, deve ser eliminado. “Classificado”, “rotulado” e mais recentemente (depois das ferramentas Avatar…) – é que entramos em contato com nossa essência perdida e de forma doutrinada adormecida e passamos a Senti-los como semelhantes diferentes e que deveriam ser e ter o mesmo respeito enquanto espécie e vida.
Uau! Egos respondem!… Pouco tempo se passou, e muito menos ainda é percebido pela nossa experiência mais visceral diante das necessidades nas quais se acredita. Aprendemos de forma factual, que: – precisamos afugentar toda e qualquer forma de vida “estranha”… “estrangeira” – diferente – da nossa área de conforto.
Devemos, seja de que forma ou formato for – literalmente ou metaforicamente – falando… Desencorajar ao nosso próximo, e que seja entendido como: – àquele que está se aproximando, mesmo que não tenha sido convidado e/ou aceito a se afastar… Definitivamente. Para o bem de todos os envolvidos, e principalmente para a manutenção biológica da colônia, do grupo, da sociedade, da reunião… Etc. Aqui e/ou ali existente.
Então, se É verdade, e se precisamos ou não de informações – sobre o que suspeitamos, conhecimento sobre ou qual “diferença”, nos – negamos a apenas observar… Bem isso é outra percepção – que vai de encontro à preservação dos nossos “espaços”, sejam eles “sãos”, comuns, coletivos ou simplesmente do estado de se apropriar e não o de sentir a natureza que se apresenta como Nossa. Por mais que a neguemos, ela está aí indiscriminadamente – para todos.
Nossa responsabilidade, nossas escolhas, nossa necessidade, nossa permanência enquanto espécie e enquanto aprendizado, diante das tantas outras possibilidades que nos rodeiam, nos incomodam, e sobre as quais, nos sentimos… Ameaçados?! (pensamentos apenas de uma mente inquieta)
Abre-se então ao futuro, como uma porta de acesso aos instintos. Vermo-nos diante de ter que “correr o risco” da ameaça de. De correr a escassez de. De nos vermos diante de. De nos percebemos como se fôssemos De. Acessarmos (e/ou nos permitirmos acessar!) a nossa “janela”, o nosso “portal” para alguém que de fato, pouco conhecemos e não gostaríamos ao menos nesse momento (ao qual não estamos ainda – honestamente – preparados, para sermos obrigados a lidar.
Nós mesmos.
E da nossa “natureza” (inconsciente), migrar, nos debandar, sermos expulsos, naturalmente ou agressivamente falando, do nosso recém-conhecido e por isso ferozmente preservado – a qualquer custo – o “nosso” habitat. É que por ser e estar agindo apenas no instintivo, na época em que detínhamos os estímulos básicos para a sobrevivência e assumíamos então, atitudes corporais facilmente detectadas, como: hostilidade ou acolhimento e que não deveriam e nem devem ser em nenhuma hipótese diminuída diante da preservação de qualquer espécie irracional (o que não é mais o nosso caso, certo?!), conhecida e/ou desconhecida pelo nosso catalogar por assim dizer, e da qual se esteja mentalmente ou intelectualmente discorrendo, que:
Incomodamo-nos por nos darmos conta de que o – espelho – no qual nos refletimos É de forma incontestavelmente semelhante, quando não igual a nós mesmos.
Somos seres pensantes.
Nossas mentes estão abalroadas de pensamentos que diretamente nos remetem às nossas experiências, ancestrais ou não de preservação da “espécie”. Então aí acontece uma questão maior… Umas constatações da qual até o momento não nos dávamos conta.
O quê poderia nos determinar esse discorrer sobre o outro de forma tão reativa? De quem podemos e devemos estar falando, assim tão veemente, de um ser, de uma forma de expressão e de vida, tão “desconhecida”, segundo nossas necessidades de preservação e que não possa ser denominado de o outro – simplesmente assim – o que se assemelha, o semelhante, sem “rótulos”, “julgamentos”, “enfrentamentos”, igual ou apenas espelho de Nós Mesmos?
O estado, ou o estar em silêncio do outro, pode estar nos remetendo, atavicamente falando aos nossos extintos mais primitivos de que algo, alguma coisa, não está ou deveria estar ocorrendo, dentro do nosso – estado de conforto – nossa mente então, pode interpretar como uma invasão, ou um eminente perigo de ataque, ou tentativa de e que precisamos, sem demora, rechaçar o mais eficazmente que pudermos, de forma a quebrar a possibilidade ou o possível desvelamento de nós mesmos diante do espelho do que somos? Seres inconscientes. Nós nesse estado primitivo de se mover e estar sujeito ao acaso. Sair desse torpor, quebrar essa atitude desagregadora, como seria? Desconfortável… E nos remeteria a célebre questão, da qual todos nós estamos irremediavelmente fugindo do “eu não sei?”.
Então, não saber é o princípio da maleabilidade e do mergulho à procura desse estado de consciência Superior que almejamos e que começa pela percepção de mudança de pontos de vista apenas é exclusivamente isso e para tanto, esse foi o grande motivo de toda a nossa “evolução” em termos de acúmulo de conhecimento, de informação e para qual fomos inseridos nesse ponto minúsculo no espaço, onde é a nossa casa e conhecemos como nosso planeta.
Ele implica em colocar a “espécie” ou toda e qualquer espécie em perigo eminente?… Alguém se lembra do filme “Instinto”, com Anthony Hopkins, onde um antropólogo se aproxima ao máximo de um grupo de gorilas (nossos ancestrais) para estuda-los, até que com o passar do tempo, sem que ele se dê conta, ele está cercado por eles, pois foi aceito como um membro também! No decorrer da trama, quando esse mesmo antropólogo é ameaçado por outros da sua mesma espécie, os gorilas passam a defendê-lo de maneira e legitimidade nunca antes experimentada por ele, quando no compartilhamento da “sociabilidade” da sua espécie. Essa é a natureza da qual todos nós estamos submetidos e pela qual, devemos nos render. Ela é feita de temores, de seu lado sombra, sem dúvida – é! Mas também nos demonstra, quase que o tempo todo que não estamos no topo da cadeia alimentar, apenas para deleite dos nossos filhotes ou da nossa espécie dominante. Temos responsabilidades – sim! E elas vão dessa percepção sobre nós mesmos que evitamos ou projetamos no outro, dessa visão deturpada, turva mesmo das nossas experiências que se arrastam por milhares e milhares de anos até os dias de hoje.
E aí é que o caminho Avatar é uma certeza de que uma promessa foi cumprida e ele se relaciona a grande aliança pretendida entre todos nós com o Projeto Compaixão, um grande portal para a criação da Civilização Planetária Iluminada e é nesse ponto que Harry Palmer, ao descobrir essas ferramentas e sistematiza-las em diretrizes objetivas e incrivelmente simples, é iluminado e nos possibilita depararmo-nos com a existência de uma consciência Superior piedosa e que nos concede mais essa grande oportunidade para nós enquanto espécie no real caminho da evolução entre coração mente.
Recife, 28 de maio de 2012.
Namastê,
Avatar h³dIAS
