boyhood… Uma experiência midiática totalmente sensorial sem deixar de ser simples… | 16_11_14
O mais intrigante é se discorrer imageticamente falando sobre o óbvio com tamanha maestria…
O tempo da forma como é “documentado”, nos faz refletir sobre a finitude e sobre a incompletude
à qual estamos todos submetidos. É pra lá de simples o roteiro, mas ao mesmo tempo é pra lá de belo,
pois nos teletransporta ao sentido que buscamos em todas as coisas, mesmo sabendo de antemão que
elas não possuem sentido algum.
A simplicidade da abordagem das angústias, dos medos, dos desafios e da competitividade exacerbada do
ambiente “contemporâneo”, nos deixa transpassados de certa forma com a narrativa que se desenrola aos
nossos olhos… E então nos percebemos como parte que observa, mas que também se observa nessa dança
interminável das cadeiras do tempo.
Somos todos navegantes de nossas memórias e são elas que nos ajudam a trafegar pelas águas tão revoltas
do desconhecido estado do >aqui agora!<, onde não somos crista, nem somos o mais profundo do leito do mar,
mas ao mesmo tempo nos sentimos figura e fundo nessa troca entre o óbvio e o não óbvio existente em cada um
de nós.