Feliz-idade… Quando os “efeitos borboletas” vão para além dos nossos casulos… | 07_04_12
Muitas das vezes percebemos coisas que transcendem nossas mais profundas metáforas, sejam elas sobre a vida, o mundo ou sobre nós mesmos. A dúvida como premissa e a certeza como ambição é meu lema… Sou um viajante nessa nave mãe que vulgarmente insistimos em chamar de Terra. Nossos corpos, nossa mente, nosso mundo é composto de um estado líquido de impermanência, nossa memória nos remete aos mundos mais criativos e inconstantes possíveis, nossa criativa-idade é quase que o tempo todo a potência e a energia que nos revolve da impedância rumo às transformações mais significativas que nos transpassam, como: leveza, beleza, sustentabilidade.
Hoje, não por ser ou estar vivenciado o estado de imanência das coisas diante dos meus olhos, surge o labirinto do minotauro, onde o fio de Ariadne é o caminho ocasional do retorno, mas não da saída pela lógica da fuga, muito menos do abandono das nossas responsabilidades. Existe nesse exato momento muitas tantas outras pessoas que se deparam com a força de Si diante da necessidade de Ser, ver e interagir com todas as maravilhas que podem emergir do estado de consciência plena que é a nascente da comunicação de mão dupla com o outro. Nossas maiores emoções nos confrontam quase que o tempo todo com a justiça, como se fossemos herdeiros dos maiores segredos que emanam dos odores, olores, sabores e cores que nos permeiam nessa fração de milionésimo de segundo que percebemos como existência.
A idade feliz é como uma revolução em seu estado latente, prestes a explodir desencadeando em seu entorno uma onda de choque e de magnitude imensurável, que trás em seu bojo a criação como origem, a arte como proposta, a vida como expressão e a transformação como ponte entre a ânsia de Kairos pela herança do mundo de Chronos, onde vivenciamos até o momento dos “efeitos borboletas”, quando nos apropriamos da liberdade que já é passado e pertence aos nossos casulos, nessa jornada pelo universo, onde a expansão e contração são limiares de passagem do melhor para o muito melhor e ainda não vivenciado pelos que partilham essa experiência e esse mergulho do macro ao micro de nós mesmos diante da impossibilidade de simplesmente se olhar e ver, não com os olhos da matéria, mas sim e verdadeiramente com os da intuição… Essa mesma que nos impulsiona a pensar que ainda não vivenciamos a “vida inteligente” por aqui e que segundo a visão de Claudio Ulpiano, em 1988. (Ver link: http://vimeo.com/10348233 ) já nos colocava de cara e de posse, e então ficamos com o discurso do “eu sei mas não devia” de Marina Colasanti… (Ver link: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ruN_LR60ZfQ#! ), que resume nossa potência criativa de forma redutiva e simplista da fala de “a gente se acostuma…” e acaba se perdendo de si mesmo.
Nossa verdadeira vocação é à felicidade… Deixemos a vida seguir o seu curso, interferindo com nossas ações ditas menores, mas sempre verdadeiras e com nossa percepção de justiça e estaremos, quase que imediatamente nos conectando a origem de tudo… Ao nosso Big bang do som incansável e ad aeternum do clamor e amor por muito mais vidas!
Namastê.
h³dIAS